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por Valcapelli, colunista ONNE
Saiba mais sobre o polêmico assunto

(Foto: Ilustrativa)
São Paulo, maio de 2010 - Bullying é uma palavra inglesa derivada do
verbo bully, que significa o uso da superioridade física para
intimidar alguém. O termo também adota aspectos de adjetivo,
referindo-se a “valentão” e “tirano”. Atualmente tem sido adotado
para designar os comportamentos agressivos e com requintes de
crueldade, que ocorrem principalmente nas escolas. A mesma palavra é
usada para denominar tanto quem pratica, quanto a criança que sofre
tais práticas.
Não raro, alguns pontos incomuns dos colegas são motivos de
brincadeiras, as peculiaridades são enaltecidas e, delas, surgem as
gozações. Enquanto forem moderadas, e desde que não agridam a
integridade da criança, consideram-se condições normais nas relações
infantis, não caracterizando o bullying. Porém, é evidente certos
exageros cometidos por parte de algumas crianças que possuem poder
de liderança, impulsos perversos e necessidade de se promover
perante o grupo. Elas fazem provocações, disseminam comentários
maldosos e outras formas de agressões psicossociais e/ou físicas.
Quando chega a esse ponto, já se caracteriza prática de bullying.
As crianças que praticam o bullying querem diminuir as outras,
ridicularizando-as. Quem age desse modo sente-se inferior e, para
minimizar esse sentimento, se articula no grupo com comportamentos
maldosos. Frequentemente, as crianças, vítimas do bullying,
apresentam sentimentos de inadequação e de exclusão, que podem
perdurar na vida adulta, provocando timidez e dificuldades de
relacionamento.
O bullying, que acontece na escola, pode ter começado em casa. Os
familiares ressaltam as dificuldades ou as marcas características
das crianças, usando termos pejorativos, fazendo brincadeiras
maldosas, que fragilizam emocionalmente os pequenos, tornando-os
vulneráveis a sofrerem bullying.
Os pais e os educadores devem conscientizar as crianças sobre as
dificuldades que elas apresentam e dos seus pontos incomuns, como
sinais característicos, peso e altura, por exemplo, sem que elas
encarem isso como problema, mas sim como algo próprio da sua
natureza ou da constituição física. Suas peculiaridades podem
distingui-las do grupo, mas não as diminuem perante os outros,
tampouco as extinguem do meio.
Os obstáculos das crianças não são resolvidos com negação e
indiferença, mas sim com diálogos e com a promoção da autoestima,
por meio da valorização das qualidades. Esses tipos de condutas no
lar, instrumentalizam emocionalmente as crianças, evitando que elas
sejam vítimas do bullying e se fortaleçam para lidar com alguns
eventuais episódios desagradáveis com os colegas de escola.
As crianças que sofrem o bullying não devem se isolar em casa ou
deixar de se relacionar com os colegas. Em face aos episódios
desagradáveis, elas precisam selecionar melhor os amigos,
estabelecendo relações com aqueles que gostam delas do jeito que
elas são, com as suas diferenças e dificuldades. As virtudes das
crianças precisam ser enaltecidas tanto em casa, quanto por elas
mesmas. Isso eleva a sua autoestima e promove o seu autovalor. Esses
atributos evitam que elas deem importância a quem as maltratam e
passem a considerar aqueles que realmente merecem a sua amizade.
O desenvolvimento pessoal evita que as crianças sejam vítimas do
bullying. Ele é promovido por meio de ações cotidianas em família,
com os pais e educadores. Esses procedimentos em conjunto são
descritos no livro Kiwi o pintinho diferente, de Síria Maria Mohamed
(Editora Vida & Consciência).
Autor do livro Amor Sem Crise e da série Metafísica da Saúde - na
qual escreveu quatro volumes em parceria com Luiz Gasparetto -,
ambos da Editora Vida & Consciência, Valcapelli é psicólogo,
terapeuta holístico e pesquisada sobre as condições internas
responsáveis pela preservação do corpo.
A cada semana, o colunista irá abordar um tema sobre comportamento
para ajudar os leitores em diversos assuntos do dia a dia. Não perca
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