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por Valcapelli, colunista ONNE

(Foto: Reprodução)
São Paulo, setembro de 2011- Antes, quem sentia dor sofria sozinho.
Hoje as pessoas que padecem desse mal contam com uma infinidade de
recursos, como medicamentos analgésicos, aparatos clínicos e
diferentes especialidades médicas, para minimizar a dor. No entanto,
não se pode dizer que agora é o melhor momento para sentir dor, pois
a dor é sempre um sofrimento, não importa a ocasião.
Estima-se que, atualmente, milhões de pessoas sofram de dores
crônicas. Esse tipo de dor não possui uma causa orgânica óbvia;
trata-se de uma manifestação complexa, com diversos “gatilhos” que a
acionam. É diferente das dores agudas, que são mecanismos de
proteção do corpo e desaparecem em pouco tempo juntamente com o seu
desencadeador. A crônica, por outro lado, persiste durante meses e
anos e é considerada uma doença. Alguns exemplos de dores crônicas
são as enxaquecas, dores nas costas, fibromialgia e outras. Como
qualquer doença, precisa ser tratada individualmente e por médicos
especializados. Existem também os benefícios das técnicas não
convencionais, tais como a acupuntura, que tem sido bastante eficaz
na redução desses sintomas.
Os procedimentos clínicos e medicamentosos são conhecidos, porém, a
investigação das causas emocionais são pouco difundidas, tampouco
acessadas pelas pessoas acometidas pela dor. A metafísica da saúde
se dedica a estudar o assunto e a apontar as condições internas que
colaboram com a manifestação das dores agudas e crônicas, bem como
as atitudes saudáveis que as minimizam.
Segundo a Metafísica da Saúde, as pessoas que sofrem de dores
crônicas são enfáticas, geralmente atuam na vida com intensidade e
possuem grande capacidade realizadora. Ao mobilizarem o seu
potencial, elas promovem mudanças significativas no meio em que
vivem, além de serem capazes de empreender projetos de melhoria
pessoal e profissional. Enquanto os potenciais de atuação no mundo
não são viabilizados para o meio em que vivem, essa força se
converte em profundos abalos emocionais que afetam a saúde.
Em vez de executar ações, as pessoas reprimem o seu poder e começam
a se ferir. Ficam indignadas com os obstáculos, frustram-se com os
insucessos profissionais ou decepcionam-se nas relações pessoais.
Para não desestabilizar ainda mais o ambiente ou ferir
suscetibilidades alheias, optam por se conter, transformando o
potencial realizador em fonte de abalos emocionais que,
metafisicamente, ocasionam as dores.
Para mudar esse padrão, é necessário rever os valores que levaram a
pessoa a se colocar a favor dos outros e contra si, adquirir a
consciência de que as mudanças externas melhoram as condições de
vida — no começo elas abalam, mas depois surgem os benefícios.
Sobretudo, é preciso respeitar a sua natureza, compreender que a sua
intensidade não permite postergar as ações inevitáveis.
Caso esteja impedido de agir, elabore suas frustrações para evitar
lamentações. Aceite os limites sem revolta. Não queira mudar o mundo
ou transformar as pessoas; faça a sua parte, delegue aos outros ou
deixe tudo a cargo do tempo, e as soluções virão independentemente
da sua atuação. Não se impregne com as confusões exteriores,
deixe-as do lado de fora do seu ser; não polua seus sentimentos com
os absurdos exteriores. Lembre-se: a sua saúde é mais valiosa do que
todo o resto à sua volta.
A leitura do significado metafísico da dor aguda é feita juntamente
com a doença que a provocou. Essas causas estão relatadas
detalhadamente nos quatro volumes da série Metafísica da saúde. A
pessoa contribui para minimizar a sua própria dor quando aceita as
limitações impostas pela doença, respeitando-se e cuidando-se em vez
de cobrar-se eficiência nos momentos em que se encontra adoecida. A
convalescença sem estresse favorece a recuperação.
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