Passe o dia dos namorados com o “coração” realizado




(Foto: Ilustração)

São Paulo, junho de 2010 - As relações afetivas representam um dos maiores desafios da existência humana, e, sem dúvida, são as experiências mais agradáveis da vida. Somente quem ama consegue avaliar a importância de manter acesa essa chama.

O amor é um sentimento unilateral. Apesar de promover a integração com a pessoa amada, ele se manifesta em quem o sente; desabrocha a afetividade, banhando o próprio ser. A pessoa exterioriza esses conteúdos em forma de carinho, atenção e afeto para com aquele que ama; ela também se torna amável para com todos que a rodeiam.

Do tocante ao amor, propriamente dito, não se conta o quanto a pessoa é amada, mas sim, o quanto ela ama e o amor que ela sente. Por outro lado, amar e ser amado são os desejos de todos os enamorados. A busca pelo sentimento correspondido visa a estabelecer o relacionamento. Este, por sua vez, é uma via de mão dupla. Cada um participa com os seus conteúdos, compartilhando as situações da convivência.

Um dos ingredientes do amor é o interesse; a pessoa quando ama se interessa pelo que diz respeito ao outro. Isso favorece a integração das diferenças entre o casal. Não há necessidade da anulação de si, tampouco de sufocar a própria natureza para se relacionar. Espontaneamente surge uma atenção especial para com os costumes e o jeito da pessoa amada. Mesmo não comungando certos hábitos, no mínimo se tem compreensão e respeito. O afeto possibilita a interação harmoniosa entre o casal, supera as divergências e estimula a busca por ações conjuntas.
Para explorar mais o tema, a dica é o livro Amor sem Crise, de Valcapelli (Ed. Vida e Consciência)

O amor minimiza as crises do relacionamento. No sentimento não existe crise; esta é derivada da relação com a pessoa querida. Amar é abrir o “coração” e deixar ser invadido por esse poderoso conteúdo da alma. Relacionar-se é sair do seu mundo e mergulhar num universo desconhecido, abrir mão de alguns critérios e abandonar certos conceitos em prol de um fim bom para o casal.

As crises no relacionamento sinalizam o fim do amor. Para reacender a chama do sentimento faz-se necessária a disposição de ambos para a conquista de uma relação saudável. Vale lembrar que a integração com o outro é uma condição indispensável para ser feliz no amor. O sentimento pode ressurgir se os dois estiverem dispostos a serem felizes afetivamente.

Um dos grandes agravantes da harmonia do relacionamento é a mente. O campo da racionalidade e os desconfortos da convivência reprimem o afeto. No cotidiano surgem as diferenças quanto à forma de pensar e agir, como não são resolvidas por meio de dialogo e de atitudes que visam estabelecer os acordos para o convívio saudável, tornam-se pontos de divergências
que comprometem o relacionamento.

Quando o fluxo do amor for reduzido, a mente começa a interferir na relação, transferindo para o outro as próprias expectativas, as carências e as frustrações. Esses conteúdos são extremamente nocivos para o relacionamento. Vale lembrar que a pessoa amada não é depositária das suas angústias, medos e incertezas. Ao contrário, a relação amorosa pode se tornar uma fonte de transformação desses ingredientes, que são nocivos para a autoestima e afetam o amor próprio. Pode-se dizer que ter uma “boa cabeça” é indispensável para a felicidade amorosa.

Abandone os critérios e sinta o amor. Não olhe para o jeito do outro, deixe jorrar o sentimento de amor. Cada um ama a sua maneira e é feliz por amar, não por ser amado.

A literatura sugerida para explorar mais o tema é o livro Amor sem Crise, autor: Valcapelli (Ed. Vida e Consciência).
(Foto: Divulgação)

Valcapelli

Autor do livro Amor Sem Crise e da série Metafísica da Saúde - na qual escreveu quatro volumes em parceria com Luiz Gasparetto -, ambos da Editora Vida & Consciência, Valcapelli é psicólogo, terapeuta holístico e pesquisada sobre as condições internas responsáveis pela preservação do corpo.

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