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por Valcapelli, colunista ONNE
(Foto:
Ilustração)
São Paulo, novembro de 2010 - Popularmente dizemos que os “olhos são
as janelas da alma”, o rosto, por sua vez, é como se fosse a porta
de manifestação dos sentimentos e dos componentes psicoemocionais.
Pode-se dizer que o semblante é fidedigno ao que somos intimamente e
não ao que queremos transmitir a quem nos cercam.
Apesar de o semblante dizer muito a nosso respeito, ele pode ser
“maquiado” para disfarçar conteúdos indesejáveis existentes na
intimidade dos sentimentos. É o que expressa o dito popular quem vê
cara não vê coração. Por outro lado, aquilo que existe no coração se
estampa no semblante. As pessoas podem disfarçar o que estão
sentindo, mas não por muito tempo, basta uma observação mais apurada
da face, que os componentes emocionais se tornam perceptíveis.
Para compreender melhor a pele do rosto, devemos considerar suas
características fisiológicas, comparativamente como o significado
Metafísico, que visa a investigar os mais caros sentimentos e
padrões de comportamentos.
A pele que reveste todo o corpo representa uma linha divisória entre
o interno e o externo. No âmbito metafísico refere-se a uma área de
exposição com componentes interiores e também registro das sensações
produzidas pelo que acontece ao redor. Melhor dizendo, é um órgão de
contato e de manifestação do ser no mundo em que se vive.
Ela desempenha a função de termostato natural, regulando a
temperatura do corpo. Grande parte do calor produzido pelos músculos
são enviados à pele; a transpiração é um exemplo desse mecanismo
fisiológico de eliminação de calor. Essa atividade equivale
metafisicamente à mediação entre o ser e o ambiente. É uma espécie
de regulador emocional, que faz o intercâmbio entre os componentes
emocionais com as situações do ambiente. Quando alguma ocorrência
exterior impacta a pessoa e ela se inflama, a sua fúria fica “à flor
da pele”.
O rubor facial, conforme a Metafísica da Saúde significa atenção
excessiva às opiniões alheias; preocupação demasiada com aquilo que
os outros vão dizer e medo de ser julgado pelos seus atos. Esse tema
encontra-se amplamente descrito no livro Metafísica da Saúde, volume
3 (Editora Vida & Consciência).
As manchas escuras representam apego às complicações do passado.
Trabalhar essas questões metafísicas implica desprender-se dos
episódios nocivos de outrora e renovar-se para o presente. Já as
manchas brancas ou as alterações na pigmentação (despigmentações)
representam a falta de credibilidade a si e de autoapoio, para
superar as adversidades cotidianas. A pessoa deixa de ser sua
própria aliada, reprova os seus atos e nega a sua essência.
Os cuidados com a pele, tais como a hidratação, principalmente do
rosto, representam um gesto de dedicação e atenção para consigo
mesmo. A limpeza de pele é um procedimento que sugere a libertação
das turbulências vivenciadas no passado. Trata-se de uma atitude de
purificação dos sentimentos nocivos e da autoreprovação decorrentes
dos erros cometidos ou dos julgamentos alheios. Esse procedimento
minimiza os padrões metafísicos que poderão somatizar, por exemplo
em forma de mancas na pele, como exposto anteriormente.
Quanto aos tipos de peles e os aspectos da personalidade,
destacam-se:
• Pele normal: trata-se de uma pele firme e luminosa, em que os
poros praticamente não aparecem; comum nas crianças e rara nos
adultos. Essa pele expressa a personalidade espontânea, com pureza e
boa receptividade. Não possui mecanismos de compensações, tampouco
se protege demasiadamente dos outros, distanciando-se e rejeitando
as pessoas ou os acontecimentos.
• Pele seca: sua textura é fina, com baixa umidade e reduzida
secreção sebácea; possui pouca elasticidade e está sujeita a rugas
precoces. Esse tipo de pele representa metafisicamente coerência nas
ações, com tendência à repressão dos sentimentos e baixa
impetuosidade.
• Pele oleosa: possui aspecto brilhante, úmida e gordurosa; os poros
são dilatados, é mais espessa e elástica. As pessoas que possuem
esse tipo de pele são mais ousadas e intensas. Costumam expor
prontamente os seus sentimentos ou propósitos, com ênfase e
determinação. Por outro lado, podem ser resistentes e teimosas,
insistem no seu propósito e opõem-se às mudanças.
• Pele mista: nas laterais do rosto ela é normal ou seca e no centro
da face é oleosa. São pessoas com boa capacidade de mediação das
adversidades do ambiente; são flexíveis, porém com tendências a
serem inconstantes nos seus propósitos.
• Pele sensível: trata-se de uma pele fina, ficando visíveis no
semblante os pequenos vasos sanguíneos. São pessoas que possuem
elevado grau de sutileza. A sua suscetibilidade pode torná-la
melindrosa, ferindo-se facilmente com o que os outros dizem a seu
respeito.
De acordo com o tipo de pele pode-se conhecer um pouco mais sobre a
pessoa, as suas características e tendências frente ao mundo,
trazendo os conteúdos do ser à flor da pele. Assim, pode-se tanto
conhecer melhor a pessoa, quanto trabalhar algumas tendências
negativas da personalidade, promovendo o aprimoramento pessoal.
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