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por Valcapelli, colunista ONNE
(Foto:
Ilustração)
São Paulo, julho de 2010 - Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS),
saúde não é simplesmente ausência de doença, mas: “o estado de
completo bem-estar físico, mental e social”.
Essa definição parece utópica, pois dificilmente uma pessoa consegue
estar bem em todas as áreas ao mesmo tempo. No entanto, esse
conceituado órgão contempla em sua definição não apenas a saúde
física, mas também o estilo de vida e as condições internas do
indivíduo. Portanto, a saúde é resultante do estado “bio-psico-sócio-emocional”.
Geralmente os cuidados com o corpo são amplamente divulgados, mas as
condições emocionais não são abordadas. Quando a pessoa adoece,
imediatamente procura um médico, toma os remédios e segue as
orientações clínicas. Esse procedimento é correto, no entanto, não
contempla o contexto de vida em que a pessoa se encontra para que
sua saúde esteja comprometida; bem como os conflitos emocionais
existentes na ocasião do adoecimento.
Os remédios tratam o corpo, mas é preciso também mudar as atitudes e
promover a boa relação com os episódios da vida; ficar em paz
consigo mesmo e com as ocorrências exteriores.
A Metafísica da Saúde é um estudo que identifica as condições
internas relacionadas a cada doença que afeta o organismo, melhor
dizendo, os conflitos emocionais que o doente cultiva ao longo da
sua existência. Num determinado momento em que são reunidos alguns
fatores nocivos ao corpo, surgem as doenças.
À medida que a pessoa toma consciência desse estado interior
conflituoso que a levou a adoecer, ela passa a fazer certas
alterações na sua conduta e, principalmente, estabilizar os
sentimentos, o que favorece a ação dos medicamentos, minimiza os
sintomas físicos e promove a saúde.
Assim sendo, a pessoa poderá participar de sua própria cura, saindo
da condição de passiva à ação do medicamento e tornar-se ativa nas
reformulações interiores. Muitos esperam passivamente que os
remédios façam efeito, nesse caso, os resultados poderão ser lentos
e prolongados; mas aqueles que, paralelamente ao tratamento clínico,
fizerem as mudanças interiores, obterão resultados mais breves e
satisfatórios.
Os remédios cuidam do corpo, mas a pessoa precisa fazer alguns
questionamentos acerca do que ela está fazendo consigo mesma e
procurar estabilizar as suas emoções. É cômodo ir ao médico, seguir
as instruções clínicas e tomar os remédios, mas a saúde, conforme
mencionado anteriormente, é um conjunto de fatores.
Não basta cuidar do corpo, é preciso rever os pensamentos,
reformular algumas condutas e harmonizar as emoções. Essas ações
conjuntas promovem a saúde física e melhoram a qualidade de vida.
(Foto: Ilustração)

Quando a pessoa está bem interiormente, tudo a sua volta torna-se
fácil de resolver, ela tem energia e disposição para enfrentar as
adversidades, mas se ela estiver emocionalmente abalada, não
conseguirá bons resultados nas suas ações exteriores; o desgaste
será maior, seu empenho torna-se infrutífero, compromete o encanto
pela vida e perde o sabor das experiências.
Para ser saudável é necessário respeitar a sua natureza íntima, ser
o maior aliado de si mesmo, fazer o que for necessário para não se
agredir, tampouco ficar remoendo os acontecimentos, cultivando
mágoas e revoltando-se com o curso da sua existência. Ter bons
pensamentos e nutrir bons sentimentos colabora para promover saúde e
bem-estar.
As causas emocionais das doenças encontram-se amplamente divulgadas
nas obras de Metafísica da Saúde (Editora Vida e Consciência), ao
todo são 4 volumes.
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