AS BATALHAS INTERIORES DURANTE O ISOLAMENTO SOCIAL.


O momento que a humanidade está atravessando é único. O recolhimento necessário durante essa pandemia, pode ser comparado com as fases de convalescença de uma doença; em que precisamos ficamos reclusos e acamados, para nos recuperarmos de uma cirurgia ou fazer um tratamento clínico e medicamentoso. 
Pode-se dizer que a humanidade está doente, fisicamente o contágio do vírus aumenta em praticamente todas as cidades e países. Invade os lares, ceifando muitas vidas, deixando centenas de milhares de famílias com a dor da perda de seus entes queridos.
Emocionalmente, pode-se dizer que a doença é mais grave, ela invade a mente com incertezas, falta de controle sobre as situações e muitos medos. Causa crises entre as pessoas durante o confinamento em suas casas. A proximidade imposta pela pandemia emerge os conflitos de relacionamentos, que antes estavam internalizados.
Antes dessa pandemia tínhamos vida social e passávamos a maior parte do tempo envolvidos com os compromissos de trabalho, que nos colocavam distantes de nós mesmos. Agora sem ter para onde ir, a proximidade com as pessoas com quem nos relacionamos traz à tona as diferenças, aborrecimentos e incômodos com o comportamento daqueles com os quais convivemos.
Pode-se dizer que grande parte desses conflitos não se refere exclusivamente aos outros, mas sim, consigo mesmo. As pessoas a nossa volta são os alvos dos nossos desconfortos interiores; queremos que elas mudem, mas antes disso, algo precisa mudar dentro de nós.
Antes, quando ficávamos doentes, lotávamos os consultórios médicos, frequentávamos os hospitais, engrossávamos as filas nas farmácias, buscando um tratamento para o corpo. Não olhávamos para nós mesmos, buscando sanar os conflitos interiores, apresentados pela metafísica da saúde como causas emocionais das doenças. 
Agora não temos para onde correr se não ficar com a gente mesmo e diante daqueles com os quais convivemos. Algo precisa ser feito, mas não é fora ou com os outros e sim dentro de nós mesmos. Promover mudanças em nossa maneira de pensar e agir, ser mais flexível, aceitar as diferenças, ponderar o que nos aborrece nos outros e despertar a compaixão. 
A grande transformação que esse confinamento pode trazer será a transformação interior. Podemos sair desse isolamento social como pessoas melhores, mais tolerantes e compreensíveis. Essa nova conduta promoverá a paz dentro dos lares, com as pessoas que convivemos, isso irá repercutir entre os povos e nações. 
Observando os comportamentos atuais, podemos notar que ainda estamos um pouco distantes disso, assistimos cenas de intolerâncias e desrespeitos. Nas redes sociais, por exemplo, em que cada um se manifesta livremente, expressando o que tem dentro de si, nota-se verdadeiras avalanches de críticas e ataques verbais. Obviamente cada um pode expressar os seus pontos de vista, ponderar condutas, mas o que vemos são pessoas extrapolando, julgam e condenam com veemência, mostrando a falta de tolerância e respeito para com os outros.
Isso revela o que está latente dentro de si mesmos. Pode-se dizer que a maior batalha é interior. Propaga-se, principalmente nas redes sociais, conteúdos conspiratórios, possibilidades assustadoras em relações a vários temas e nações. Participar com veemência a tudo isso deixa as pessoas ainda mais doentes emocionalmente.
Obviamente ter consciência dos fatos políticos e sociais, refletindo sobre as manipulações e os exageros cometidos por pessoas gananciosas e sedentas de poder, nos tornam pessoas conscientes. Isso deveria ser acompanhado de novas condutas, que nos levaria a novos patamares de atuação no mundo exterior. Dessa forma a consciência estaria acompanhada de significativas mudanças internas, amplitude do mundo interior, serenidade e paz, repercutindo positivamente nas relações interpessoais, no país e entre nações.
Existe uma frase que diz “conheça a verdade e ela vos tornará livres”. O que vemos em alguns casos são pessoas que se tornam prisioneiras das suas descobertas, que as deixam tão indignadas com certas ocorrências que ferem a si mesmas, provocando discursos de ódio, ataques verbais, que também ferem os outros inclusive aqueles que estão do seu lado, aumentando as proporções dos seus próprios ferimentos emocionais.  
A propagação nas redes sociais de ataques políticos, infiltrações de forças, domínios de poderes, guerra energética, demonstra que a maior guerra é interna. Os conflitos emocionais que provocam medos, ansiedades, depressões.
É preciso vencer primeiro esses combates travados dentro de si mesmos, parar com suas angústias diminuir as indignações, de  e alcançar uma condição de paz interior. Alcançando esse estado de saúde emocional, paramos de competir e atacar aquele que nos cercam.
Pode-se dizer que está acontecendo uma guerra interna, cuja trincheira são os pensamentos que tomam conta de nós e provocam os abalos emocionais. Essas batalhas internas seriam amenizadas pela compaixão serenidade e fé. Ouvi uma frase durante esse período que dizia: “o pior vírus é o da falta de fé”. 
Que possamos passar por esse período com relativa serenidade e esperança em um mundo melhor. Promover as mudanças interiores que  os tornarão pessoas confiantes, serenas e proativas, sem desesperos ou condutas apelativas. Atuar naquilo que nos cabe e reconhecer os nossos limites. Confiar no universo e nos processos da natureza, que regem os fenômenos sociais e coletivos. Usemos toda as nossas forças para promover as mudanças interiores, essas sim babem exclusivamente a nós.
Quando os tornarmos pessoas melhores e de bem, estaremos preparados para colaborar com um mundo melhor, mais justo, digno e sem os exageros dos interesses exclusos que assolam a economia, a política e as relações entre nações.
Valcapelli (Psicólogo e Metafísico).

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